diário

Blog

Bastidores da escrita, reflexões e cartas para leitores.

Caderno aberto com escrita à mão, caneta tinteiro e flores secas sobre linho creme
Escrita • Fé • BastidoresHoje

Por que ainda escrevo romances em um mundo tão apressado?

Vivemos na época dos vídeos curtos, das mensagens instantâneas e da sensação de que tudo precisa acontecer rápido.

Ainda assim, escolhi escrever romances.

Não porque acredito que os livros sejam uma fuga da realidade, mas porque acredito que eles nos ajudam a enxergá-la com mais profundidade.

Sempre que começo uma nova história, penso nas pessoas que vão encontrá-la. Algumas estarão felizes. Outras talvez estejam enfrentando um luto, uma crise de fé, um recomeço ou apenas procurando alguns minutos de descanso.

É por elas que escrevo.

Acredito que Deus ainda usa histórias para tocar corações.

Talvez seja por isso que Jesus escolheu ensinar através de parábolas.

As histórias permanecem conosco.

Elas atravessam o tempo.

E, às vezes, chegam exatamente quando mais precisamos delas.

Espero que, em algum momento, uma das minhas encontre você.

Falésias de Fernando de Noronha ao entardecer com o mar turquesa ao fundo
Bastidores • LançamentosRecente

Como nasceu "Quando o Céu Toca o Mar"

Algumas histórias começam com uma frase, outras começam com um personagem.

Essa começou com um sentimento. Eu queria escrever sobre pessoas imperfeitas. Pessoas que carregam feridas, dúvidas e medos, mas que continuam caminhando.

Foi então que Fernando de Noronha surgiu. E não, ainda não visitei a ilha, é um sonho que pode ser que um dia realize, mas amo vlogs de viagens e foi assistindo um que Fernando de Noronha pareceu o cenário perfeito!

Um lugar cercado pelo mar, onde o silêncio parece conversar com quem chega. Ali nasceram Isabela e Jonas. Eles não têm todas as respostas, não vivem um romance perfeito, mas descobrem que Deus continua escrevendo histórias certas mesmo quando nós acreditamos que tudo está perdido.

Escrever este livro foi também uma jornada pessoal. Cada capítulo me lembrou que esperança não é ausência de tempestades. É confiar que Deus continua presente durante elas. E ter mais um filho depois de achar que minha vida estava estabilizada foi uma surpresa e um choque. Mas como sabemos, nosso Deus é um pai que cuida, ainda que nossa humanidade não nos deixe ver isso com clareza.

Espero que essa história toque seu coração tanto quanto tocou o meu ao escrevê-la.

Com carinho, Amanda Freire — escritora de romances cristãos que unem emoção, esperança e propósito.

Bíblia aberta com marcador vermelho ao lado de livros antigos, gibis e uma xícara de café
Livros • Leitura • EscritaRecente

Os livros que ajudaram a formar a leitora — e a escritora — que sou

Sempre me perguntam quais livros me inspiraram a escrever. A verdade é que muitos passaram pela minha vida, cada um deixando uma pequena marca na minha trajetória.

Mas existe um livro que está acima de todos os outros: a Bíblia.

Hoje, ela é meu norte, meu refúgio, meu ensinamento e minha direção para a vida. E, acima de tudo, Jesus é o meu maior exemplo. Amo a forma como Ele ensinava por meio de parábolas. Histórias simples, mas capazes de transformar corações. Talvez seja por isso que eu também ame contar histórias. Se minhas palavras alcançam alguém, toda honra pertence a Ele.

Curiosamente, meu primeiro contato com a leitura foi através de um clássico da literatura infanto-juvenil brasileira: O Escaravelho do Diabo. Meu pai tinha um exemplar já bastante surrado pelo tempo. Um dia, depois de ficar de castigo por brigar com minha irmã mais nova, encontrei aquele livro e pedi para lê-lo. Foi ali que algo mudou. Quando terminei a última página, percebi que não queria mais parar de ler.

Outra companhia constante da minha infância foram os gibis da Turma da Mônica. Sempre havia um comigo. Eles despertaram minha imaginação, meu humor e meu carinho pelas histórias.

Na adolescência, mergulhei em séries como Crepúsculo e Acampamento Shadow Falls. Hoje, algumas dessas leituras já não fazem sentido para mim da mesma forma que fizeram naquela época. Ainda assim, reconheço que fizeram parte da construção da leitora, da escritora e da pessoa que sou hoje.

Acredito que Deus usa cada etapa da nossa caminhada para nos formar.

Muitos livros passaram pelas minhas mãos.

Alguns me ensinaram sobre narrativa. Outros despertaram sonhos, mas apenas um permanece como fundamento da minha vida: a Palavra de Deus. É dela que vem a inspiração mais importante para tudo o que escrevo.

Com carinho, Amanda Freire — escritora de romances cristãos que unem emoção, esperança e propósito.